sábado, 12 de junho de 2010

[Sem título]


Olhando para o céu, procuro respostas para a minha solidão. Caminhando ao ermo, vejo minha vida passar. As pessoas se foram ou as fiz partir? Escolhi o meu caminho e não posso desistir.

Ouvindo uma melodia, perco-me em devaneios. Imaginando como seria minha vida se me permitisse sair dessa prisão. Um lugar escuro onde minha única companhia são meus pensamentos.

As reminiscências pioram ainda mais meu estado de espírito. Claustrofóbica. Preciso gritar. Mas quem irá me ouvir? Sem esperanças. Não acredito que terei mais um amanhã. A vela está queimando e em breve se apagará.

Um silêncio cortante. Sozinha... começo a rabiscar um pedaço de papel. Esperando que assim consiga diminuir os tormentos da alma. Organizando em frases o que me faz sofrer.

Olhos vermelhos e inchados, consequências de uma enxurrada de lágrimas. Frente ao espelho a imagem da desilusão. Sem minha máscara sou apenas uma garota tímida e frágil.

O cansaço está me vencendo. Já não posso manter-me acordada. A luz está ficando mais distante. O martírio diário está terminando...

Srta. Rocha

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