terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Veja além da tela!


Há algum tempo observo a decadência das pessoas. É lamentável ver a que ponto a sociedade chegou. Hoje, tudo se resume à internet. Não há mais nada por acaso, tudo é planejado. Fotografado. Sim, as fotos! Como não falar das milhares de fotos que vemos todos os dias.

Vários ângulos de um mesmo objeto/pessoa. Falta de discernimento. Tudo muito exacerbado. Como se aquilo fosse o diário da sua vida. Uma vida da qual ninguém quer saber. Uma exposição ao ridículo!

Tudo muito fútil. Supérfluo. O que eles querem mostrar com tudo isso? Qual a vantagem de ter vários likes? Popularidade?! Vivemos um capitalismo de ostentação. É a troca da qualidade pela quantidade.  Quanto mais, melhor!

Mas já dizia o ditado: “O pouco é muito”. Então, preserve-se! Não saia por aí compartilhando sua vida. Exponha só o necessário. Quando necessário. Seja você o filtro. Cada um é responsável por seus atos.

Ainda temos tempo de mudar! Valorize o contato... as pessoas... você. Veja além da tela.

Srta. Rocha

sábado, 12 de outubro de 2013

Dilema


Por que fugir é tão mais fácil do que lutar? Por que desistir, às vezes, é melhor do que seguir em frente? Por que conversar se podemos ignorar?

Tantas opções e apenas uma escolha. Uma simples escolha que pode mudar totalmente o rumo da sua vida. A dúvida não é sobre o que fazer, mas como fazer, pois a maneira errada pode estragar toda uma história de conquista.

Os motivos são plausíveis, a causa parece ser vitoriosa. Mas do ponto de vista dos que estão de fora.  O interlocutor vê como algo que não vale a pena. Que deve ser deixado de lado. Não por achar desmerecido, mas por conformismo. Por achar que procurar algo melhor é mais fácil do que lutar pelo que ele realmente gosta de fazer.

Entretanto, até quando ficará pulando de galho em galho por falta de coragem de conversar? De expor o que lhe incomoda? O que acha injusto?

Claro que uma conversa franca pode esclarecer tudo isso. Mas como ser sincero sem se deixar levar pela emoção? Sabe que a qualquer momento explodirá. Falará coisas das quais se arrependerá. Não por ignorância, mas por inexperiência.

Agora está nesse dilema: conversar ou abrir mão de todo um futuro (possivelmente) brilhante. A decisão está em suas mãos. Só você é capaz de mudar!

Srta. Rocha

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Houve um tempo que...


Houve um tempo que temi a solidão
Houve um tempo que quis sumir
Houve um tempo que nada importava
Houve um tempo que só pensava no fim
Houve um tempo que vi que não valia a pena pensar assim
Houve um tempo que deixei de acreditar
Houve um tempo que cansei de esperar
Houve um tempo que quis mudar
Houve um tempo que tudo era esperança
Houve um tempo que tudo era desilusão
Houve um tempo que nada fazia sentido
Houve um tempo que simplesmente vivi
Houve um tempo que briguei
Houve um tempo que fiz tudo o que queria fazer
Houve um tempo que chorei
Houve um tempo que sorri
Houve um tempo que esperava somente pelo amanhã
Houve um tempo que não sabia o que fazer
Houve um tempo que foi decisivo
Houve um tempo que foi início
Houve um tempo que apenas foi há tempo

Srta. Rocha

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sem pé nem cabeça



Eu queria escrever, mas não sei o que. As palavras vêm e vão. O sentimento está aqui, mas não quer sair. Sinto falta do tempo que tinha tempo para escrever. As palavras fluíam de uma maneira tão rápida, enquanto que hoje não consigo escrever um parágrafo se quer.

A vida é tão corrida na cidade grande. É como um círculo vicioso – dorme, trabalha, come, trabalha, dorme... e assim vai indo. Não há mais tempo para fazer o que antes era prazeroso. Tudo o que importa é a produtividade, o cliente não ficar sem resposta, a empresa ter lucro no final do mês. Mas e o ser humano em si, do que vale?

Uma vez li que não passávamos de números e isso é verdade. Somos um número na faculdade, no trabalho, nas estatísticas, no SUS. O nosso nome é uma mera formalidade. Isso quando usamos o nosso nome, pois muitas vezes somos rotulados por nossas características, sejam elas físicas ou pessoais.

Não sei o que me levou a escrever sobre isso, talvez o meu estado de espírito hoje – estressada ao extremo.  Sabe aqueles dias em que tudo parece irritar? Nem minhas músicas preferidas eu quero ouvir. Eu simplesmente queria explodir! Mandar meio mundo catar coquinho no sertão do Ceará, para não falar outra coisa.

Queria ter um acesso de fúria. Quebrar copos na parede! Destruir tudo. Só que paro e penso: se eu fizer isso agora, depois eu terei que limpar tudo. Aí desisto! Já não tenho tempo para quase nada, imagina se resolver destruir a casa!

Antes a minha única preocupação era com o vestibular, com o que seria da vida. Hoje tenho tantas responsabilidades, que queria voltar no tempo e ser criança de novo. Não me preocupar com nada. Ser apenas feliz! Correr... Se jogar na grama... Subir em árvore... Comer doces sem se preocupar! Como dizem: eu era feliz e não sabia.

Chega! É hora de acordar, isso é muita ilusão. Não dá para voltar no tempo. Nem querer se esconder de um presente pensando no passado. Acredite! Agora é daqui pra frente.

Pois é, esse texto está sem pé nem cabeça, mas é assim que me sinto. Às vezes, tenho direção; outras me perco na escuridão. Não bastava escrever esse monte de coisas sem noção, ainda faço rima. O pior de tudo é que você, meu amigo, que está lendo isso agora, pensará: essa menina é doida. Pode ter certeza que seu pensamento está correto. Eu só não jogo pedra na lua e nem carrego água num balaio, porque de resto, rs.

Estou tendo algumas ideias, mas não vem ao caso. Então é isso.

Srta. Rocha

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Twenty-one



Pois é, já se passaram duas décadas e parando para pensar tantas coisas me veem à cabeça. Quantas mudanças aconteceram em apenas 21 anos. Aquela menina acanhada e desconfiada tornou-se uma mulher independente e obstinada. Aprendeu com os erros. Viu que a caminhada da vida pode ser bem melhor ao lado de alguém com os mesmos objetivos.

Até os meus quatro anos de idade, lembro-me de ser uma criança que gostava de estar arrumada e perfumada, com os lábios pintados de vermelhos do batom da minha mãe. Já aos seis, adorava correr, jogar bola e me pendurar nas coisas como um verdadeiro menino. Minha mãe não gostava nada da ideia, pois queria que eu fosse bailarina, mas desde pequena sempre demonstrei que isso não era para mim.

Minha infância foi marcada por muitas mudanças de casa e escola (minha mãe deve ter descendência nômade, porque nunca vi gostar tanto de mudar de casa, rs). Apesar desse vai pra lá vem pra cá, estudei em boas escolas. Fiz muitos amigos, ou melhor, colegas, já que essas amizades só duravam até o fim do ano letivo.

Talvez a pior fase da minha vida tenha sido a adolescência, ah não, eu tenho certeza que foi a pior. Não bastava o seu corpo está em frequente mudança, o seu humor oscilando mais que as estações do ano. Parece que tudo conspirava para que fosse um caos. Bem nessa época você começa a ter aquelas paixonites agudas que pensa que nunca vai passar. É algo tão rápido que na semana seguinte está apaixonada por outro e assim vai.

Tudo é tão intenso! Tão necessário! Tão influenciável!  Se não fizer isso, os meus amigos zombarão de mim... Ah, porque fulana de tal não é mais B.V. (a famosa sigla de boca virgem). Entre tantas outras coisas. Depois você analisa e vê que nada disso fez diferença na sua vida, que foi somente algo momentâneo, feito para agradar aos outros e não porque você queria fazer.

Aos 18 anos, quis fazer tudo o que não podia quando morava com minha mãe. Literalmente, eu fiz. Mas nada parecia me satisfazer por completo. Saía com os amigos, enchia a cara e não me lembrava de nada no dia seguinte. Eu tinha o álcool como uma companhia para me fazer esquecer tudo o que me transtornava. Durante quase um semestre fiquei nessa vida de semi-alcoólatra.

O ano seguinte foi mais tranquilo, teoricamente. Comecei a estagiar e realmente a entender o que aprendia na faculdade. Foi um ano de muito aprendizado, paciência e superação, porque as cobranças no estágio eram muitas e estudar numa instituição pública em greve não é nada fácil. Mesmo assim eu me esforçava para conseguir boas notas e prosseguir com o curso até o fim.

 Ah, os meus 20 anos... Os melhores! Dedicados a minha vida profissional. Comecei a consolidar minha carreira no turismo. Olha só, quem diria que um dia eu faria carreira no turismo. Uma pessoa tão inclinada às ciências exatas se dando bem nas humanas. Sobressaindo-se em tudo que tomava conta. Mostrando aos seus superiores que tinha capacidade de desenvolver aquele projeto.

Como era de se esperar de uma aquariana, nunca estou satisfeita com o que tenho e por isso, abri mão da estabilidade que tinha no emprego para traçar novos rumos. Para minha sorte, mais uma vez fui bem-sucedida. Estou numa empresa onde tenho possibilidade de crescer na carreira.

Agora aos 21, percebo o quanto estou mais experiente e sensata, apesar da pouca idade. O tempo me fez mais observadora. Não julgo mais um livro apenas pela capa. Hoje acredito que os meus atos são decisivos para o meu futuro.  É traçando metas que se consegue alcançar um objetivo maior.

Srta. Rocha