sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sem pé nem cabeça



Eu queria escrever, mas não sei o que. As palavras vêm e vão. O sentimento está aqui, mas não quer sair. Sinto falta do tempo que tinha tempo para escrever. As palavras fluíam de uma maneira tão rápida, enquanto que hoje não consigo escrever um parágrafo se quer.

A vida é tão corrida na cidade grande. É como um círculo vicioso – dorme, trabalha, come, trabalha, dorme... e assim vai indo. Não há mais tempo para fazer o que antes era prazeroso. Tudo o que importa é a produtividade, o cliente não ficar sem resposta, a empresa ter lucro no final do mês. Mas e o ser humano em si, do que vale?

Uma vez li que não passávamos de números e isso é verdade. Somos um número na faculdade, no trabalho, nas estatísticas, no SUS. O nosso nome é uma mera formalidade. Isso quando usamos o nosso nome, pois muitas vezes somos rotulados por nossas características, sejam elas físicas ou pessoais.

Não sei o que me levou a escrever sobre isso, talvez o meu estado de espírito hoje – estressada ao extremo.  Sabe aqueles dias em que tudo parece irritar? Nem minhas músicas preferidas eu quero ouvir. Eu simplesmente queria explodir! Mandar meio mundo catar coquinho no sertão do Ceará, para não falar outra coisa.

Queria ter um acesso de fúria. Quebrar copos na parede! Destruir tudo. Só que paro e penso: se eu fizer isso agora, depois eu terei que limpar tudo. Aí desisto! Já não tenho tempo para quase nada, imagina se resolver destruir a casa!

Antes a minha única preocupação era com o vestibular, com o que seria da vida. Hoje tenho tantas responsabilidades, que queria voltar no tempo e ser criança de novo. Não me preocupar com nada. Ser apenas feliz! Correr... Se jogar na grama... Subir em árvore... Comer doces sem se preocupar! Como dizem: eu era feliz e não sabia.

Chega! É hora de acordar, isso é muita ilusão. Não dá para voltar no tempo. Nem querer se esconder de um presente pensando no passado. Acredite! Agora é daqui pra frente.

Pois é, esse texto está sem pé nem cabeça, mas é assim que me sinto. Às vezes, tenho direção; outras me perco na escuridão. Não bastava escrever esse monte de coisas sem noção, ainda faço rima. O pior de tudo é que você, meu amigo, que está lendo isso agora, pensará: essa menina é doida. Pode ter certeza que seu pensamento está correto. Eu só não jogo pedra na lua e nem carrego água num balaio, porque de resto, rs.

Estou tendo algumas ideias, mas não vem ao caso. Então é isso.

Srta. Rocha

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