domingo, 19 de outubro de 2014

Falta de amor para com o próximo


É fato, a natureza humana anseia por ser sociável. É algo que está incrustado em seu ser. Buscam fazer parte de grupos com os mesmos objetivos. Entretanto, no fundo, querem um mundo ideal. Mas ideal baseado em qual concepção? Na minha? Na sua? Na dele? Concepções individualistas.

Realidade confirmada! As pessoas só se preocupam com elas mesmas. Muitas vezes, usando de artifícios vis para conseguirem o que querem. As pessoas usam umas as outras como objetos descartáveis. Hoje são seus amigos e amanhã são seus piores inimigos. Parece ser normal agir assim.

Sociólogos já escreveram sobre a falta de amor para com o próximo. Como as relações humanas são tão superficiais. Quem consegue manter uma relação de amizade duradoura pode-se dizer que é um vitorioso, já que é algo cada vez mais raro. Tantos fatores influenciam essa escassez de amor para com o próximo.

A internet aproximou as pessoas, mas também as separou. Apesar de termos dezenas de amigos nas redes sociais, com quantos, efetivamente nos relacionamos pessoalmente? É preferível manter o contato virtual do que o cara-a-cara, porque atrás da tela é muito mais fácil desfazer uma amizade ou simplesmente, ignorá-la.

As pessoas têm medo de se relacionar. Um medo advindo do receio de serem julgadas ou rotuladas por causa do seu modo de vida, já que o ser humano pode ser algoz. Tudo o que foge aos padrões estabelecidos é considerado anormal. A intolerância ao que é diferente está cada vez pior, tomando proporções inimagináveis.

Em qual momento o mundo se perdeu? Será que não percebemos para onde caminhávamos? Sim, claro que sabíamos. Pois fomos nós que buscamos a evolução. Fomos nós que desenvolvemos a tecnologia. Fomos nós que transformamos o mundo no que ele é hoje. A única coisa que nós não sabíamos era como as pessoas reagiriam a tudo isso.

Faltou discernimento. As pessoas perderam os valores. Esqueceram-se que são seres dotados da capacidade de pensar e estão agindo como animais. Estão buscando o prazer acima de tudo e todos. Sobrevivendo a qualquer custo. É lamentável, mas o lado humano das pessoas está morrendo. O que será de nós?

É hora de pensar antes de agir. De nos colocar no lugar do outro. Deixar de ter um pensamento individualista, egoísta. Amar o próximo como a si mesmo. Independentemente de cor, raça, sexo ou religião. Viva a diversidade de forma aberta, livre de preconceitos.

Srta. Rocha

terça-feira, 14 de outubro de 2014

About some things


Eu desmoronei... senti meu coração sendo esmagado... meus olhos transbordarem... minha cabeça latejar... A dor me sufocava. Afundava em minha cama. Abafando os meus gritos. Eu estava sofrendo!

Eu não conseguia pensar. Eu não queria pensar. Eu queria apenas arrancar aquilo da minha mente. Pelo menos uma vez, eu queria ter um botão de liga/desliga na minha cabeça. Mas os pensamentos insistiam em estar ali.

Cada lágrima trazia consigo uma lembrança. Eram lembranças boas de um passado não tão distante. Que, entretanto, naquele momento, me torturavam. Quanto mais lembrava, mais chorava. Eu não conseguia controlar.

Enfim, era um mal necessário! Eu precisava passar por isso. Fazia parte do processo de aprendizado. Ali, absorta na dor, não enxergava o significado de tudo aquilo. Era mais fácil acreditar no fim do que no começo de algo maior.

A tristeza tem dessas coisas. Cega-nos. Deixa-nos vulneráveis. Fazendo-nos acreditar no que é menos doloroso, mas que nem sempre é verdadeiro. Porém, nesse momento, era o que eu mais queria. E assim, acreditando que era tudo culpa minha, adormeci.

Srta. Rocha