quarta-feira, 8 de julho de 2015

Último ato!


Esqueça a estética. Foda-se o que vão pensar. Mas preciso escrever isso num último ato para te enterrar de uma vez por todas no meu passado. É claro que eu ainda penso em você, no entanto, as suas lembranças não me machucam mais como antes. Já consigo conversar com você sem que as lágrimas me venham aos olhos. Durante muito tempo reprimi esse sentimento num esforço inútil de não cutucar a ferida. Mas ela insistia em sangrar. Não havia remédio que fizesse estancar. Confesso que cheguei ao fundo do poço. Vivi dias terríveis. A tortura psicológica era muito grande. Contudo, não era você quem me tortura e sim eu mesma. Eu me culpava por tudo que tinha dado de errado no nosso relacionamento. Me sentia um fracasso por não ter dado certo. Em acessos de fúria, sentia raiva de você por não ter lutado por nós. Enquanto eu afundava na depressão, você estava seguindo a sua vida, sendo feliz. E eu me perguntava: "Como ele me esqueceu tão rápido?" "Será que era amor o que ele sentiu por mim?" Sim, ele me amou, assim como eu o amei, mas esse amor chegou ao fim. Isso mesmo, o amor acabou! Finalmente eu havia entendido que não valia a pena me lastimar. Um ciclo terminava e eu precisava seguir em frente. Às vezes, temos que reconhecer a hora de desistir. Eu já estava desgastada emocionalmente o suficiente. Havia chegado o momento de me recuperar. Aos poucos estou retomando a minha alegria de viver. As mudanças já são perceptíveis. Não tardará a chegar o dia em que tudo isso será apenas parte do meu passado, pois não há sofrimento que dure para sempre. Então, adeus! Foi bom enquanto durou.

Srta. Rocha

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