segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Descompasso


Está inquieta. Anda de um lado para o outro. Pensamento disperso. Rabisca algumas frases sem sentido. Olha para o teto. Tenta se concentrar por alguns instantes. Mas novamente, tudo se torna um borrão. Batimentos acelerados. Respiração irregular. Movimentos descompassados. Imagens vêm e vão à sua cabeça. O corpo está cansado, no entanto, a mente não para. Deita-se. Fecha os olhos. Ouve o ar entrando e saindo de seus pulmões. Acalma-se. De repente, surge um sorriso em seus lábios. Lembra-se da última vez que estiveram juntos. Então, seu coração se aperta. Tem um pressentimento. O que será que está acontecendo? Mais um dia sem notícias. Pega o celular, contudo, desiste. Não quer incomodar. É difícil controlar. Faz parte da sua natureza se preocupar. Porém, não quer parecer possessiva. As horas passam lentamente. O sono se aproxima. Rende-se, pois já não há motivos para continuar. Apaga a luz. A esperança se foi.

Srta. Rocha

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