sexta-feira, 15 de julho de 2016

Monólogo sobre a importância que damos a coisas irrelevantes


Passei o dia incomodada. Pensamento vagando desconexo. Mas havia algo que se repetia. Era apenas uma foto. Uma entre tantas outras que teria passado despercebida se não fosse o astigmatismo. Ah, maldita hora que a visão ficou embaçada e me fez olhar novamente.

Entretanto a questão é: se era algo irrelevante, então por que me roubou os pensamentos? A possível resposta está no contexto em que se encaixa essa foto. Às vezes, me arrependo de ter uma memória boa para coisas que não acrescentarão nada na minha vida. Além de ter uma mente exímia em criar estórias.

Desabafo à parte, o que quero entender é por que damos importância a coisas irrelevantes? A minha teoria é que isso está ligado ao nosso estado de espírito. Preste atenção! Esse tipo de coisa costuma acontecer quando estamos de mau humor. É como se estivéssemos predispostos a potencializar infimidades. Ou o que chamamos de “fazer tempestade num copo d’água”.

Mas o pior disso tudo é procurar argumentos que justifiquem tal comportamento. Não há uma explicação lógica. Nada do que se pense, ou que se faça mudará a situação. Talvez aceitar seja a melhor (e única) alternativa. Por mais que seja difícil. Deixar que um sentimento negativo tome conta de nós é prejudicial à saúde.

Então, esqueça! Finja-se de desentendido. Não dê audiência para algo que nem vale o pensamento.

Srta. Rocha